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SeráQVale: serviço de avaliações para cursos superiores e pós graduação

Se você está pensando em voltar a estudar, vai se perguntar se vale a pena. É inevitável. Todo mundo acha cara a educação no Brasil: um curso de pós graduação não tão caro passa facilmente dos R$ 15 mil. Faltava uma solução que alguns gaúchos desenvolveram. O SeráQVale é gratuito e permite que ex-alunos de cursos de graduação, especialização e MBA avaliem os cursos que fizeram. Dessa forma, poderão ajudar novos aspirantes a estudantes na hora de escolher se vale a pena ou não. Continue lendo

Cruz Vemelha da Suécia cria ação com fliperamas no aeroporto

A Cruz Vermelha Sueca teve uma ótima ideia para juntar as moedinhas que sobram no troco de viagens. Aquelas moedas que você provavelmente guardaria para sempre em algum canto depois de voltar de uma viagem internacional. A ideia era recolher elas através de caixas de donativos no desembarque mesmo, perto das esteiras onde você recolhe a bagagem. Eis que eles tiveram uma ideia ainda melhor para avançar isso: transformar as caixas de donativos em máquinas de fliperama! Enquanto você aguarda sua bagagem chegar, pode usar uma moeda de qualquer país para jogar um pouquinho. Perfeito, não? Se liga no vídeo case.

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Ferramentas para administrar o Instagram

Escolher a ferramenta certa para usar o Instagram para sua empresa é muito importante. Isso porque a ferramenta certa vai te auxiliar na agilidade dos seus processos e, no final do dia, vai te fazer ir dormir menos estressado. Até porque hoje não tem como fugir da ferramenta, especialmente quando você tem um público mais novo, já que o Instagram possui público mais jovem que o do Facebook.

Instamizer, a ferramenta mais popular com essa finalidade

O vídeo que publicamos aqui já vai dar uma boa resumida no que essa ferramenta faz.

O lado ruim é que o Instamizer não serve para comentar ou responder seus seguidores no Instagram. Mesmo assim, é uma grande mão na roda.

InstaCommentor, comentários ficam fáceis

Se a ferramenta que tínhamos acabado de comentar tinha uma falha, bem, essa outra cobre esse problema com louvor. O InstaCommentor é especializado em gerenciar conversas no Instagram. Com ele, suas postagens ficam organizadas e é destacado aquilo que você ainda não respondeu. Essencial para quem vai fazer SAC 2.0 até em fotos de gatinhos. Vi essa gracinha no A Vida Quer.

Só olhando com o Gramfeed

Se o objetivo é só monitorar o Instagram, o Gramfeed já serve bem. Ele não posta nada e não é útil para interação, mas é uma maravilha para fazer buscas pelo PC e entender o que está acontecendo nessa badaladíssima rede social gourmet.

6tag para Windows Phone

Pois há quem pensa que usuários de smartphones movidos pela Microsoft ficam à ver navios. Estão enganados. Os celulares do Bill Gates possuem ao seu dispôr um app super completo que permite gerência de várias contas. Além disso, é compatível até mesmo com aparelhos mais simples, como alguns Lumia mais antigos. Vale a pena olhar na loja da Microsoft.

É só isso, Alan? É, a gente já tinha aqui no blog um post antigo falando sobre Como logar com múltiplas contas no Instagram, mas essa atualização veio para ajudar, não? Espero que sim!

Conhece mais algum outro app? Já usou algum desses? Deixa aí um comentário e não se esquece de dar um like na nossa página lá no Facebook.

5 aplicativos para localização e rotas

Os aplicativos foram desenvolvidos para facilitar a vida, ser o braço direito das funções diárias que, geralmente, exigem muita paciência de nós. Trânsito, para a maioria das pessoas é um problema, por isso, surgiu a brilhante ideia de criar app’s que localizam, direcionam e encaminham para a melhor rota a ser seguida, tornando as transações do dia-a-dia muito mais simples. Veja 5 app’s que vão facilitar as rotas pela cidade.

Top 5 app’s para GPS

GPS é uma peça física, encontrada também em aparelhos celulares, tablets e outros. Por meio dessa peça, é possível receber sinais via satélite que apontam sua localização em qualquer lugar do planeta. Porém, nos celulares e tablets, é preciso ter a ajuda de um app, que funciona em conjunto com o GPS e indica a melhor rota a ser seguida para chegar ao destino desejado.

Waze App

Prático e muito divertido, o Waze é grátis. Pode ser considerado rede social também. Ele é totalmente funcional e bem simples de manusear. Indica acidentes e radares, ajudando o motorista a manter a velocidade correta ou desviar das vias onde possa ficar preso por tempo indeterminado. É possível criar um avatar com o Waze e adicionar amigos, facilitando a troca de informações para tomar rotas alternativas. Possui orientação por voz.

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Google Maps App

Considerado o app de localização mais completo e gratuito. Com o Google Maps é possível receber orientação por voz para dirigir, caminhar ou encontrar o transporte público. Dá informações sobre o trânsito no exato momento, assim você pode ter ideia de quanto tempo levará para se deslocar. Com o Google Maps você também pode procurar pelas conveniências mais próximas de você.

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Navfree App

Aplicativo colaborativo e grátis, o Navfree conta com as informações de uma rede de pessoas para manter as atualizações de rotas, trânsito e etc. Depois da primeira navegação de um destino a outro o app salva a melhor rota e dispensa o 3G para a mesma transação. Conta com o modo ‘caminhada’, que auxilia o pedestre a chegar aos locais.

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Viago App

É a criação da empresa suíça de tecnologia Garmin, feito com o intuito de concorrer e superar o Google Maps. O aplicativo é vendido por US$ 1,99 e possui alguns botões premium que agregam benefícios a ele, como por exemplo a navegação completamente off-line. Orientação por voz em 25 língua. É capaz de incluir outros endereços na mesma rota sem que ela precise ser interrompida.

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Sygic

Disponível para utilização gratuita por sete dias, mas o valor do app é de US$19,99. A pesquisa de navegação é feita off-line e os mapas são reproduzidos com perfeição em alta definição 3D, que tornam a direção muito mais fácil. Orientação por voz com nomeação das ruas, garante maior concentração do motorista no percurso. É considerado pelos desenvolvedores de app’s, o mais completo de investimento único.

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Não existem mais motivos para se perder. Com esses app’s de navegação, mesmo a pé, você pode chegar a qualquer lugar com facilidade. Aproveite e baixe o seu agora mesmo.

Fonte: FastCom

Imagens: Venture Beat, Cult of Mac, Cnet, Tuaw, Google Play.

A um clique do seu novo emprego

As coisas estão mudando e se adaptando ao turbilhão de novas tecnologias que estão aparecendo a cada dia. Como diz minha avó: Eu tive que aprender a mexer nessa máquina para me aproximar dos meus netos! Com a popularização da Internet, computadores, smartphones, tables, todos nós precisamos nos adaptar ao “novo”.

O caminho para o tão sonhado emprego perfeito também mudou. A velha seção de classificados dominicais com centenas de vagas de empregos migrou para o mundo online. Hoje é muito mais fácil acessar direto os “Trabalhe Conosco” no website das empresas ou ainda cadastrar o currículo num site de recursos humanos ou ainda mais simples, e sem precisar preencher nenhum dado pessoal, checar a categoria de empregos nos gigantes sites de anúncios classificados online.

Há ainda caminhos mais fáceis como quando o próprio recrutador encontra teu perfil no LinkedIn ou nas redes sociais! Este é um bom motivo para manter o perfil social, principalmente nas redes sociais mais profissionais,  sem exageros, sérios e sempre atualizados.

melhores e piores cidades

O gráfico esboçado pelo site Publicaqui.com sobre o número de candidados por vagas nas principais capitais do Brasil mostra um pouco da realidade. Nas cidades maiores o números de pessoas disputando uma vaga é bem menor comparado às capitais menores (claro que o número de vagas ofertadas também é bem maior). Por exemplo em São Paulo são 16 por 1 e já em cidades nordestinas a concorrência é bem maior (pelo menos é compensada por belas paisagens).

A mudança dos nossos hábitos é positiva. A facilidade do acesso a informações e a agilidade dos procedimentos transformam o mundo digital na nova tendência do mercado de trabalho. Esta modernidade é um facilitador, tanto para quem procura uma oportunidade, como para os que procuram novos talentos. É importante estar sempre atento e presente nesse novo universo. E isto vale para todos – jovens e avós!

Quando a sorte aparece, é para valer mesmo

Você já ganhou na loteria? Bom, provavelmente não, dado que o objetivo da loteria é ser o mais difícil de ganhar o possível. De toda sorte, como dizem que estamos a 7 pessoas de qualquer ser humano na Terra, muito provavelmente você já conheceu – ou pelo menos ouviu falar – de alguém que já ganhou na loteria. Nem que seja a quadra da Mega Sena, aquela que paga uns R$ 200,00 para um dos muitos acertadores.

Só que a sorte é algo que ninguém consegue entender muito. Nos Estados Unidos achamos o homem mais sortudo do mundo. Apostador americano ganha na loteria duas vezes seguidas em três meses! Essa é a manchete que estampou vários jornais nos Estados Unidos no final do mês passado. Robert Hamilton ganhou duas vezes na raspadinha (espécie de loteria na qual você compra um bilhete e raspa uma área que revela se você ganhou o prêmio). Em 28 de abril deste ano ele ganhou 1 milhão de dólares. E voltou a ganhar outro milhão em 22 de julho de 2014.

A chance de ganhar um dos prêmios da loteria Hoosier, em Indiana, são de 1 em 2 milhões e 100 mil. Ou seja, a chance de você ganhar duas vezes é de 1 em 4 milhões! Hamilton disse que comprou uma casa e pagou as dívidas com o primeiro prêmio. Detalhe: ele nem havia se mudado para a casa nova ainda.  Além disso ele comprou um trator para seu pai e fez uma viagem de férias. Ah, ainda sobrou dinheiro para investir em seu próprio negócio. Segundo ele, não irá parar de trabalhar. O casal Hamilton (Robert e Donna) disseram à imprensa que, mesmo se considerando afortunados, não irão mudar seu padrão de vida.

E você, o que faria se ganhasse um milhão de dólares duas vezes? Compraria uma casa? Um carro? Viajaria?

Brasil é o país que mais assiste vídeos no YouTube

O brasileiro assiste mais vídeos no YouTube do que qualquer outra pessoa. A informação foi revelada pelo próprio Google, através de uma funcionária em passagem pelo Brasil. Foi a gerente de parcerias estratégicas do serviço, Amy Singer, que revelou esse dado durante o 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Infelizmente não foram dados detalhes de tempo no site, de visualizações de página, de upload de vídeos ou mesmo de tempo assistindo conteúdo. Apesar disso, é muito interessante saber que, de fato, o brasileiro se interessa muito por esse canal.

Na página 18 da revista Vitrine Lojista, no início do ano, eu comentei o quanto acredito no potencial dessa mídia social no Brasil. Com essa informação do Google, mais um motivo para acreditar nisso.

Fonte

Os gênios estão mortos?

Com uma capacidade mental extraordinária, gênios como Leonardo Da Vinci e Albert Einstein tiveram uma importância incontestável para nossa atual sociedade. Não que todos entendam o que eles diziam ou ao menos porquê foram tão importantes, mas todos sabem que, de alguma forma fizeram a diferença e com isso se imortalizaram.

Na nossa atual sociedade são poucas as pessoas que realmente se importam em conhecer e aprender sobre o mundo em que vivemos. Com nossa tecnologia avançada e variadas formas de entretenimento, o ser humano ficou preguiçoso e aceita que tudo já foi descoberto, fazendo com que nossa capacidade de criação fique barrada por computadores, celulares e redes sociais. Mediante isso pessoas que se destacam em meio a esse cenário buscam apoio em organizações e estados que muitas vezes privam esse conhecimento do restante da população.

Passou-se o tempo em que o estudo da ciência era sinônimo de acusações de heresia e mortes em fogueiras, e com certeza, grandes cientistas daquela época ficariam felizes em viver em nossos dias. Fechando os olhos ao mundo ao seu redor, o homem reprimi sua criatividade e a se aliena a opiniões e fatos muitas vezes falsos. Atualmente nos faltam gênios que buscam um bem comum. Freud descreveu Leonardo como “um homem que acordou cedo demais na escuridão, enquanto os outros continuavam a dormir”, e assim seremos nós, voltaremos a dormir até que alguém finalmente acorde novamente.

Este post foi uma colaboração de Letícia Egle dos Santos

São Paulo – SP

Burger King promove ação em motel para divulgar novo sabor

A franquia internacional de fast food, Burger King, promoveu uma ação na página do Facebook da Nova Zelândia para convidar seus consumidores a provarem um novo sanduíche, o TenderCrisp Chicken Burgers. E como a maioria dos fregueses tem preferência pelo famoso Whooper, o hambúrguer mais vendido da rede, os marketeiros de plantão não perderam a oportunidade e criaram uma ação apontando a traição dos clientes, criando o motel Burger King.

Confira o vídeo de divulgação:

O motel existe e fica na Nova Zelândia, na cidade de Auckland. Os quartos são equipados com tudo que você imagina: mesa, roupões, produtos de higiene, toalhas, chinelos, etc, só não tem cama. Aqueles interessados devem ficar ligados na página do Burger King NZ e aguardar. Cada sorteado tem direito a levar 3 amigos que, chegando ao local, são convidados a fazer check-in pelo Facebook e compartilhar fotos usando a hashtag #motelBK. Os convidados têm direito de aproveitar tudo que o quarto tem a oferecer, inclusive o bom lanchinho, servido dentro do quarto.

A ação foi criada pela agência ColensoBBDO, responsável por ações criativas de diversas marcas, e está sendo divulgada em diversos meios, como rádio, outdoors e um pequeno vídeo publicitário (sabe aqueles que aparecem antes do vídeo no youtube?), narrado por Robert Magruder, observando um homem indo ao motel para trair seu até então sanduíche preferido. Confira:

A ousadia marqueteira do Burger King não é novidade

O Burger King está se tornando referência quando se fala em campanhas publicitárias que tinham tudo para dar errado, mas acabaram sendo sucesso. Como por exemplo, no final do ano passado, a marca estava destinada a ter como fãs em sua página do Facebook apenas os verdadeiros amantes do Whooper, assim sendo, ofereceu um voucher para um big mac grátis, em que ao aceitar, o usuário estaria banido da página. O número de curtidas da página caiu de 38.000 para um pouco mais de 8.000, agora, um ano depois, a página conseguiu aumentar seu número para 11.300 curtidores. Confira o vídeo da ação:

Mas e aí, já pensou se esta ação do Motel BK fosse aqui no Brasil, será que daria certo? Por enquanto a ideia é sucesso na Nova Zelândia e a campanha já atingiu, com todas as suas mídias, metade da população do país e com certeza quem não foi, já agendou sua visita e está esperando a confirmação para correr desfrutar desse prazer, com o perdão do trocadilho.

Fonte: FastCom

A tecnologia está criando idiotas

Está cada dia mais claro que a tecnologia, em suas diversas formas, está substituindo o que antes era feito pessoal e presencialmente em algo que pode ser feito remotamente, seja através do celular, do computador, de um tablet e afins. Tudo isso acompanha a evolução humana e transforma processos antes demorados em pequenas tarefas, facilitadas através dos dispositivos que tanto carregamos para todos os lados. Porém, ela começa a ditar comportamentos e permite compartilhá-los com diversas pessoas através de multicanais e com a frequência desejada por cada usuário.

A autoexposição e o oversharing floodam as timelines de diversas redes sociais em vários momentos diferentes do dia. Uma das últimas modas é a selfie after-sex, que ganhou uma hashtag (#aftersex) para que outros usuários vejam outros casais em seus momentos que, até então, deveriam ser de intimidade. Que cada um faz o que quiser com sua vida é fato. Mas também é fato que essa prática irrita outros usuários e preocupa pais e orientadores sobre os efeitos da tecnologia em uma sociedade que não está acostumada a viver sem ela. Como o caso da menina que morreu após tirar uma selfie e postá-la no Facebook. No momento da foto, de acordo com sua legenda, a mulher aparentemente ouvia uma música chamada “Happy” e disse que ela a fazia feliz.

O conteúdo de uma postagem assim não é agregador para os outros usuários que estão navegando em suas redes. Mesmo que seus amigos gostem de suas postagens (sic), a porcentagem de pessoas que não se interessam por uma foto desse tipo é muito maior. A morte da mulher foi em vão em todos os sentidos. Esse é apenas um exemplo dos danos causados, existem outros tantos que não matam ou ferem, mas também implicam na rotina. Isso deixa mais evidente que a tecnologia está criando uma geração de pessoas que não só desconhece seus perigos como também exagera na disseminação de conteúdo irrelevante, a ponto de causar danos fatais a si mesmos. Uma geração de idiotas, se me permitem.

tecnologia idiotas

O poder de espalhamento da mensagem na internet é enorme. Após a criação dos smartphones e outros dispositivos móveis, casados com a internet móvel, todos têm a possibilidade de acesso 24 horas de informações ilimitadas de diversas partes do globo.

Essas facilidades acabam naturalmente afastando as pessoas que, até então, não tinham acesso a esses componentes. Isso pode criar um cenário em suas mentes onde o ambiente digital é o verdadeiro, deixando de lado o mundo exterior. Dessa forma, elas se tornam reféns de algum tipo de modernidade móvel durante momentos do dia onde esses deveriam ser de interatividade e conversar.

Que jovem dos anos 80 imaginaria que os bares precisariam boicotar o sinal dos wi-fis para promover a interação entre os clientes nas mesas?

O que dizer do casal @cjkarl11 e e @syd_ross? O garoto usou o Instagram para terminar com a namorada usando a hashtag #TransformationTuesday, usada para mostrar mudanças no estilo de vida. Pode ser que alguém conheça alguma estória sobre fim de relacionamento por telefone, carta, talvez até e-mail, mas expôr dessa forma um término para milhões de Instagramers não parece uma ideia muito boa, já que foge da intimidade e dois e toma proporções internacionais.

A CUBOCC criou em 2012 uma campanha para a Samsung chamada “In The Eyes”, que retrata muito bem a ideia da importância da interação, dessa vez olhos nos olhos. Isso mostra que até as marcas estão prevendo essa tendência e inclusive investindo na propagação da ideia da interatividade sem deixar de usar a tecnologia, mas sim usá-la de uma maneira a fim de aproximar mais as pessoas com conteúdo relevante e apaixonante, como no caso do vídeo.

Hoje, é muito comum ver pessoas em seus devices ao invés de olhar ao seu redor e interagir com as pessoas, não só em restaurantes, bares, festas ou jantares românticos. A prática está sendo cada vez mais inserida na cultura da sociedade em momentos diversos do dia, como por exemplo ao assistir televisão, grande prática familiar até meados de 1990, que apesar de ser uma prática tecnológica, se difere da tecnologia digital em termos de interatividade. Muitas marcas estão criando cases de second-screen sabendo que os telespectadores comentam sobre o que estão “assistindo” utilizando suas diversas redes sociais. É nessa conversa que os anunciantes se intrometem e apresentam suas campanhas. Em 2014, muita coisa legal vem acontecendo, mas ainda não é possível fazer um apanhado geral desse ano, já que faltam seis meses para seu término nesse momento. Porém, 2013 teve muita coisa legal de segunda-tela.

Então, o que difere o uso da tecnologia estar criando idiotas do período em que as pessoas não faziam seu uso? Por que as pessoas de “antigamente” eram menos idiotas?

Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, disse no ano passado que o Brasil está carente de ídolos. Seu filho foi vocalista do Barão Vermelho e teve também uma carreira solo, sempre vivendo a vida da maneira louca que ele tanto gostava. Possuía grande sensibilidade pra falar de amor e contar histórias através de suas músicas, tudo mixado a uma atmosfera boêmia e contemporânea, com a propriedade de falar por uma geração que o transformou em ídolo. Veja também Renato Russo, Jim Morrison, Jimi Hendrix e tantos outros que sabiam conversar com milhões de pessoas com suas teorias e pensamentos transformados em canções.

E por que eles sabiam conversar com as pessoas? Porque eles as ouviam.

Antes dos celulares interativos surgirem, as pessoas interagiam entre si e contavam suas estórias para seus amigos. A interação, o compartilhamento de ideias, e a total atenção dada ao momento eram intelectualmente estimulantes para a criação de todo o tipo de coisa, seja musicalmente, em seus trabalhos e até para o cotidiano. Nas décadas de 70 a 90, os jovens iam para bares e festas para fazer tudo que os de hoje fazem: beber, dançar, conversar com os amigos e talvez se dar bem. A diferença de hoje para aquele tempo é que nenhum deles precisou de reviews em check-ins para escolher o lugar, WhatsApp para se comunicarem, Tinder para achar uma paquera, Instagram para postar foto, Facebook pra tudo e mais um pouco, I Just Made Love para contar a milhões de pessoas quais foram as posições sexuais usadas e tampouco se distraíam com algo externo. Provavelmente usavam somente o telefone ou passavam diretamente na casa das pessoas para buscá-las.

Toda ação feita em conjunto, com intensidade, troca de ideias, atenção focada e sem interferências externas é mais proveitosa.

A tecnologia tem um grande poder de dispersão nas pessoas. A NTT DoCoMo, principal empresa de telefonia celular do Japão, calcula que enxergamos apenas 5% do que poderíamos quando estamos olhando para a tela do celular. Isso faz com que a maior parte de sua atenção esteja voltada para o objeto em mãos, não para seu redor. Além disso, entendo que existam quatro atividades quando usamos dispositivos móveis: as individuais, as conjuntas, as individuais-conjuntas e as casadas. A primeira se trata de ver vídeos, fazer consulta em buscadores, tirar as agora famosas selfies e ouvir músicas;  a segunda são os hangouts e conferências por Skype; a terceira são aplicativos como WhatsApp, Snapchat, e os feeds de notícias das diversas redes sociais; e a quarta são os cruzamentos possíveis entre as três primeiras.

Todas elas possuem limitação na mensagem. Nas individuais, você tem acesso tem acesso somente a uma informação específica por vez. Nas conjuntas, a falta de proximidade diminui a intimidade e elimina a interação. As individuais-conjuntas possuem mais mensagens, pessoas diferentes e temas diversos, mas a velocidade da mensagem é muito menor e não há nenhuma interação, mesmo nas mensagens de voz. Nas conjuntas nem se fale.

A mesma DoCoMo citada há pouco fez uma simulação interessante: usou a Shibuya Crossing em Tokyo, uma das mais movimentadas do mundo, para ver o que aconteceria se todos estivessem usando o smartphone na hora de atravessar. Eles pegaram algumas vaiáveis como o peso e a altura média de um cidadão japonês, a taxa de visão de apenas 5% do total quando utilizamos o celular, três velocidades de momentos diferentes do dia e o pedido tradicional de desculpas japonês de se curvar cada vez que houvesse uma colisão. O resultado é impressionante.

tecnologia criando idiotas

O que faz com que as pessoas fiquem mais idiotas é a mesma tecnologia que facilita suas vidas.

É óbvio que os grandes gênios como Steve Jobs, Bill Gates, Steve Wozniak e tantos outros não fizeram trabalhos ruins. Eles criaram uma forma das pessoas conversarem mais e sem limites de fronteiras, já que a informação circula livremente dentro da rede e está acessível para todos. O que pode mudar a forma de uso da tecnologia para algo banal são as próprias pessoas.

Essa nova geração que desconhece uma sociedade sem o uso da tecnologia tem acesso direto a componentes digitais que o acompanharão durante todo o seu desenvolvimento. Isso significa que as tradicionais brincadeiras de esconde-esconde, pega-pega, o futebol com os amigos, os chás de bonecas, as bolinhas de gude e tantas outras serão cada vez menos frequentes. Isso implica diretamente no crescimento da criança, podendo torná-la um pré-adolescente individualista, narcisista, egoísta e até introvertido e medroso,  já que o contato com outras pessoas é mínimo utilizando algum dispositivo tecnológico. A visão de mundo fica restrita somente a uma tela em que sua capacidade de percepção do ambiente externo é ínfima, apesar de ser lá onde tudo acontece.

O uso consciente, não só da tecnologia, mas de todas as outras coisas mundanas, facilita a absorção de conteúdo relevante no dia-a-dia. É possível equilibrar os momentos de WhatsApp e Facebook com uma saída com os amigos para dançar, se divertir ou apenas sentar numa boa mesa de bar e jogar conversa fora noite adentro. A experiência real cria perspectivas mais claras e ajuda no relacionamento interpessoal, essencial para a vida tanto pessoal quanto profissional.

“It has become appallingly obvious that our technology has exceeded our humanity”, diz uma frase atribuída a Albert Einstein, que faleceu em 1955, 14 anos antes do Departamento de Defesa norte-americano criar a “Arpanet”, modelo mais próximo com a internet atual.